O Ministério da Justiça estima que a demissão de Eduardo Bolsonaro dos quadros da Polícia Federal ocorra até o encerramento deste mês.
A corporação finalizou o processo administrativo disciplinar (PAD) instaurado contra o ex-deputado por abandono de cargo e recomendou o seu desligamento definitivo. Ele ocupa a função de escrivão da PF desde 2010.
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A chancelaria final cabe ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva. O chefe da pasta encaminhou o parecer para a Consultoria Jurídica do ministério, que costuma levar aproximadamente quatro dias para devolver o texto pronto para publicação no Diário Oficial.
Em novembro do ano passado, Eduardo perdeu o mandato parlamentar devido ao excesso de ausências não justificadas. Com o fim das atividades na Câmara dos Deputados, ele deveria se reapresentar à corporação, o que não aconteceu, motivando a abertura do procedimento disciplinar. Quatro meses depois, em fevereiro, a Corregedoria Regional da PF no Rio de Janeiro — estado onde ele estava lotado — determinou o seu afastamento cautelar da função.
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Residindo nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, Eduardo alega sofrer perseguição por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) e declara que só pretende voltar ao país se o seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), for vitorioso na disputa pela Presidência da República.
O posto de escrivão da corporação, que Eduardo ocupava, tem remuneração inicial de cerca de R$ 14 mil mensais. As funções de escrivão incluem atuação em procedimentos de investigações policiais.
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