O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quarta-feira, 22, que “há males que vêm para o bem” ao oficializar o pacote de ações do Executivo em reação às novas barreiras alfandegárias adotadas pelo governo norte-americano.
Durante o discurso, o chefe do Executivo traçou uma comparação entre a alíquota extra de 25% aplicada pelos Estados Unidos a itens vindos do Brasil e o cenário enfrentado na pandemia de Covid-19. Na visão de Lula, da mesma forma que o SUS ganhou relevância e solidez após o período crítico de saúde pública, o setor produtivo e o mercado nacional têm capacidade de sair fortalecidos do atual impasse.
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“Mostramos na prática que, diante de um momento adverso, o caminho não é lamentar, mas buscar soluções. Estamos provando que nenhum obstáculo econômico vai interromper o avanço do Brasil e o crescimento da nossa economia”, afirmou o presidente na solenidade de assinatura do Programa Brasil Soberano.
Em sua terceira fase, a iniciativa emergencial voltada ao socorro dos exportadores nacionais vai disponibilizar R$ 18,5 bilhões. Os recursos visam mitigar o impacto das tarifas impostas por Washington, além de blindar companhias frente às instabilidades geopolíticas e ao aumento do protecionismo global. Da verba total, R$ 13,5 bilhões serão injetados pelo Tesouro Nacional — fruto de saldos remanescentes de etapas passadas e do reescalonamento de débitos do setor agrícola. O montante restante, de R$ 5 bilhões, será viabilizado pelo BNDES.
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Tarifaço:
O “tarifaço” refere-se à sobretaxa comercial de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre cerca de 3 mil produtos importados do Brasil. A medida, determinada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), entrou oficialmente em vigor nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026.
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